Mais de 70 câmeras de monitoramento usadas por facções na Grande João Pessoa são apreendidas
Operação da Polícia Civil retira camêras usadas por criminosos, na Grande João Pessoa Mais de 70 câmeras de monitoramento instaladas por facções crimino...
Operação da Polícia Civil retira camêras usadas por criminosos, na Grande João Pessoa Mais de 70 câmeras de monitoramento instaladas por facções criminosas foram retidas e apreendidas durante uma operação da Polícia Civil da Paraíba realizada nesta quinta-feira (18), em João Pessoa e em outras cidades da Região Metropolitana. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A operação ocorreu, além da capital, em Santa Rita, Cabedelo, Conde, Bayeux, Pedras de Fogo, Pitimbu, Alhandra e Caaporã. Cerca de 150 agentes participaram da ação que apreendeu mais de 1,5 mil imagens e teve apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Mais de 70 câmeras de monitoramento usadas por facções na Grande João Pessoa são apreendidas Antônio Vieira / TV Cabo Branco De acordo com a polícia, as câmeras não eram usadas apenas para observar quem entrava e saía das comunidades, mas também para acompanhar a movimentação de moradores e das forças de segurança. Parte dos equipamentos operava com tecnologia de monitoramento remoto por Wi-Fi. Ainda não há confirmação, segundo a polícia, sobre há quanto tempo o sistema funcionava nem se havia transmissão de imagens para outros estados. O delegado Carlos Othon explicou que o próximo passo da investigação é instaurar inquéritos a partir do material apreendido e identificar as pessoas responsáveis pela instalação das câmeras. “Não se trata de um trabalho que se encerra com a extração das câmeras. Isso vai servir como elemento de prova para inquéritos que vamos instaurar. Lembrando que esse crime pode chegar até oito anos de reclusão. O próximo passo é atribuir e identificar as pessoas que estão tentando fazer esse domínio e responsabilizá-las criminalmente”, afirmou. Durante a operação, um operador das câmeras foi preso em flagrante, no município de Cabedelo. O comandante-geral da Polícia Militar, Romildo, disse que o policiamento será mantido para evitar a reinstalação dos equipamentos. "Vamos manter a segurança para que não voltem a ser instaladas novamente. A ação não vai se restringir à região metropolitana. Todos os batalhões de área da Paraíba estão envolvidos e o trabalho vai prosseguir nos próximos dias”, declarou. No município do Conde, a operação também permitiu a reabertura de áreas onde havia dificuldade de circulação de viaturas por causa de ações do crime organizado. A Polícia Civil informou ainda que há um calendário de investigações em andamento até dezembro e que outras barricadas já foram retiradas em pontos do Litoral Sul. Cabedelo era monitorada à distância por facção no Rio de Janeiro Cabedelo, na Grande João Pessoa, passou a ser monitorada à distância por integrantes do Comando Vermelho instalados no Rio de Janeiro, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público da Paraíba. De acordo com as apurações, a facção utilizava câmeras clandestinas espalhadas pela cidade para acompanhar a rotina de moradores e agentes públicos ao longo do dia. As investigações apontam que o monitoramento ocorria a partir do Complexo do Alemão, onde criminosos tinham acesso, em tempo real, às imagens captadas em ruas, becos e áreas residenciais. As investigações apontam que o monitoramento ilegal de Cabedelo era coordenado por Flávio de Lima Monteiro, conhecido como Fatoka, apontado como liderança da facção na região. Mesmo foragido no Rio de Janeiro, ele continuava dando ordens e acompanhando a rotina da cidade por meio de câmeras clandestina Nos últimos anos, mais de dez operações foram deflagradas para investigar a atuação de facções, corrupção e infiltração criminosa em setores da administração municipal. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba